Roteiro de 10 dias no Peru: Lima, Cusco, Machu Picchu e muito mais

Se você está planejando um roteiro de 10 dias no Peru, aqui vai um itinerário testado na prática. Viajei pelo país em agosto de 2026 e passei por Lima, Cusco, Vale Sagrado, Machu Picchu, Laguna Humantay e Montanha Colorida, além de reservar um dia para uma experiência gastronômica e explorar Cusco por conta própria.

vista principal de Machu Picchu.

Neste guia, compartilho o roteiro que realmente fiz, dia a dia, com a ordem dos passeios, dicas de aclimatação e os acertos — e erros — da nossa viagem.

Foram dez dias intensos. Começamos praticamente no nível do mar, em Lima, seguimos para os mais de 3.000 metros de altitude de Cusco e terminamos encarando alguns dos passeios de maior altitude da viagem.

Viajei com mais três amigas e nossa programação ficou assim:

Roteiro Peru 10 dias: resumo

DiaRoteiro
Dia 1Lima: Miraflores, Larcomar, Malecón e Parque do Amor
Dia 2Centro Histórico de Lima, Catedral, Huaca Pucllana e Barranco
Dia 3Voo Lima–Cusco e aclimatação
Dia 4City Tour de Cusco
Dia 5Vale Sagrado e trem para Águas Calientes
Dia 6Machu Picchu
Dia 7Aula de culinária peruana e Mercado de San Pedro
Dia 8Laguna Humantay
Dia 9Montanha Colorida de quadriciclo
Dia 10Cusco por conta própria, compras e retorno ao Brasil

A seguir, conto como foi cada dia e o que eu mudaria se montasse esse roteiro novamente.

Nosso roteiro pelo Peru começou por Lima e seguiu para Cusco, onde concentramos a maior parte da viagem. A ordem dos passeios não foi por acaso: deixamos as experiências de maior altitude, como Laguna Humantay e Montanha Colorida, para os últimos dias, quando já estávamos há algum tempo na região.

A seguir, conto como foi cada etapa do roteiro, o que conhecemos e as principais dicas que trouxe da viagem.

Dia 1 — O que fazer em Lima: Miraflores, Larcomar e Malecón

Nosso primeiro contato com o Peru foi em Lima. Chegamos à capital peruana e seguimos para Miraflores, bairro que escolhemos como base durante nossa passagem pela cidade.

Depois de deixar as malas no hotel, fomos conhecer o Larcomar, um shopping construído junto às falésias de Miraflores e com vista para o Oceano Pacífico.

Orla de Miraflores

Foi ali também que tivemos nosso primeiro encontro oficial com a gastronomia peruana. Escolhemos o restaurante Tanta, onde provei lomo saltado e chicha morada, bebida tradicional do país.

Depois seguimos caminhando pelo Malecón de Miraflores, uma extensa área junto às falésias e ao Pacífico.

Passamos pelo famoso Parque do Amor, conhecido principalmente pela escultura El Beso e pelos mosaicos com frases sobre o amor, e seguimos explorando a região.

Para quem chega a Lima depois de horas entre aeroporto e avião, achei uma ótima programação para o primeiro dia: conseguimos conhecer alguns dos cartões-postais de Miraflores sem precisar montar um roteiro muito pesado.

Onde ficar em Lima

Nós escolhemos Miraflores, e achei a localização bastante prática para uma primeira passagem pela cidade. Ficamos no Estelar Apartamentos Bellavista, com fácil acesso a restaurantes e a vários pontos que queríamos conhecer.

Hospede-se no Estelar Apartamentos, em Miraflores.

Dia 2 — Centro Histórico de Lima, Catedral, Huaca Pucllana e Barranco

No segundo dia conhecemos lados completamente diferentes de Lima.

Começamos pelo Centro Histórico, na região da Plaza Mayor, também conhecida como Plaza de Armas.

E uma das maiores surpresas da minha passagem por Lima estava ali: a Catedral de Lima.

Por fora, ela já chama atenção na praça. Mas foi a visita ao interior que realmente me surpreendeu.

A Catedral guarda diferentes capelas, obras de arte e imagens religiosas e também está profundamente ligada à história da colonização espanhola do Peru. É lá que fica a capela funerária com os restos mortais atribuídos a Francisco Pizarro, conquistador espanhol e fundador da Lima colonial.

É o tipo de atração que eu poderia ter tratado apenas como “mais uma igreja” no roteiro e teria cometido um erro. Para quem gosta de história e quer entender um pouco mais da colonização peruana, vale muito entrar.

Na região da Plaza de Armas também teve parada para experimentar os famosos Churros San Francisco. Custa somente 3.50 soles e faz jus a fama. Muito bom. Por fim, ainda na região, consegui acompanhar a tradicional troca da guarda no Palácio do Governo. O que para mim, como militar, foi uma atividade muito interessante. Tirei muitas fotos, fiz vídeos e acompanhei atentamente.

Depois seguimos para outra atração completamente diferente: a Huaca Pucllana.

O sítio arqueológico pré-hispânico fica em pleno bairro de Miraflores, cercado por prédios e ruas movimentadas. Esse contraste entre a Lima contemporânea e uma construção de tantos séculos atrás é justamente uma das coisas mais interessantes do lugar. Porém, sinceramente, não achei uma atração imperdível e poderia passar sem ter visto tranquilamente.

Mais tarde, fomos para Barranco, bairro conhecido pelo clima boêmio, arte, restaurantes e construções coloridas. Caminhamos pelas ruas, encontramos até a Mafalda pelo caminho e aproveitamos o fim do dia por ali.

Miraflores, Centro Histórico e Barranco mostraram três versões bem diferentes de Lima em apenas dois dias.

Dia 3 — De Lima a Cusco: chegada aos Andes e aclimatação

No terceiro dia nos despedimos de Lima e seguimos de avião para Cusco.

Antes do check-out, ainda dei uma última volta pela região e fiz uma oração diante de Nossa Senhora de Lourdes. A religiosidade é algo que aparece bastante durante uma viagem pelo Peru e continuaria chamando minha atenção nos dias seguintes.

Depois foi hora de dizer tchau ao Pacífico e olá aos Andes.

Qual lado do avião escolher de Lima para Cusco?

Uma dica para quem pretende fazer esse trecho de avião: tente escolher uma janela do lado esquerdo no voo de Lima para Cusco.

Vista do lado esquerdo do voo de lima para cusco

As paisagens durante a aproximação dos Andes podem ser incríveis.

Nosso avião deu uma boa chacoalhada na chegada, mas desembarcamos em Cusco prontas para começar uma das partes mais esperadas da viagem.

Ou quase. Antes precisávamos lidar com a altitude.

Qual é a altitude de Cusco?

Cusco está a aproximadamente 3.400 metros acima do nível do mar. E a mudança é grande para quem acaba de chegar de Lima, que está praticamente ao nível do mar.

Por isso, não coloquei nenhum passeio pesado nesse primeiro dia.

Chegamos ao hotel, que indico 100%, descansamos e começamos nossa aclimatação. Mesmo atividades simples, como subir escadas, já mostravam que o corpo percebia a diferença.

Reserve hotel em CUSCO.

Tomamos chá de coca, bebemos bastante água e respeitamos o ritmo.

Mais tarde, para não deixar nossa primeira noite em Cusco passar totalmente em branco, fomos ao Cafeto 108 e aproveitamos a vista para a Plaza de Armas.

imagem de uma xícara de café com a catedral de cusco e a praça de armas ao fundo.

Foi um primeiro contato tranquilo com a cidade — exatamente o que eu faria novamente.

Dia 4 — City Tour em Cusco: Qorikancha, Sacsayhuamán e sítios arqueológicos

Depois de uma noite em Cusco, começamos a explorar a história da antiga capital do Império Inca.

Fizemos o tradicional City Tour de Cusco, que combina atrações na cidade com sítios arqueológicos nos arredores.

Nossa primeira parada foi o Qorikancha, conhecido como Templo do Sol. O local foi um dos mais importantes centros religiosos do Império Inca. Com a chegada dos espanhóis, parte de sua estrutura foi incorporada ao complexo de Santo Domingo.

É justamente esse encontro — ou choque — entre as construções inca e colonial que torna a visita tão interessante.

Depois seguimos para Sacsayhuamán, complexo arqueológico impressionante pelas enormes pedras encaixadas umas às outras. Foi também durante esse passeio que compramos o Boleto Turístico de Cusco, que dá acesso a diversos sítios arqueológicos e atrações da região.

Sacsayhuamán

Nosso City Tour continuou por:

  • Qenqo;
  • Puka Pukara;
  • Tambomachay.

Fazer esse passeio antes do Vale Sagrado e de Machu Picchu foi uma ótima escolha para iniciar o contato. Muitas explicações sobre a civilização inca começaram ali e fizeram mais sentido quando chegamos aos outros sítios arqueológicos.

E depois de tanta história, encerramos o dia com uma almojanta no Don Pancho.

Dia 5 — Vale Sagrado: Chinchero, Moray, Maras e Ollantaytambo

Esse era um dos dias mais esperados da viagem.

Escolhemos fazer o chamado Vale Sagrado VIP, um passeio de dia inteiro que permite conhecer vários pontos importantes da região.

Nosso roteiro começou por Chinchero.

Além do sítio arqueológico e das paisagens, a região é conhecida pela tradição têxtil. Tivemos uma apresentação sobre a produção dos tecidos e aprendemos um pouco sobre materiais como alpaca e baby alpaca, tingimento e diferenças entre peças naturais e sintéticas.

Confesso que fiquei louca para olhar com calma os produtos vendidos pelas senhoras da região, mas nosso roteiro era corrido e não tivemos muito tempo para compras.

Seguimos para Moray, um dos sítios arqueológicos mais diferentes que conhecemos no Peru. O lugar é formado por grandes terraços circulares construídos em diferentes níveis, criando uma paisagem muito peculiar.

Depois veio uma das imagens mais impressionantes do Vale Sagrado e a que eu estava mais ansiosa: as Salineras de Maras. São milhares de pequenas poças de sal distribuídas pela encosta da montanha. Vistas de cima, formam praticamente um mosaico.

Salineras de Maras e eu posando para a foto

E o roteiro ainda não tinha terminado.

Seguimos para Ollantaytambo, uma das localidades mais importantes do Vale Sagrado e também um ponto estratégico para quem segue de trem em direção a Machu Picchu.

Depois da visita, embarcamos no trem rumo a Águas Calientes, também chamada de Machupicchu Pueblo.

Dormir ali fazia parte da nossa estratégia para conhecer Machu Picchu no dia seguinte.

Dia 6 — Machu Picchu: o dia mais esperado da viagem

Finalmente chegou o dia de conhecer Machu Picchu.

Depois de dormir em Águas Calientes, seguimos para a cidadela inca.

Nossa programação incluía o Circuito 2 e também um circuito panorâmico.

E aqui entra uma das razões pelas quais gosto de contar a experiência real da viagem, inclusive quando alguma coisa não acontece como imaginávamos. Machu Picchu foi extraordinário. Nossa experiência com o guia, nem tanto.

Tivemos problemas com atrasos e sentimos que parte da visita foi conduzida de maneira apressada. Em determinado momento, acabamos sem o acompanhamento que esperávamos.

Isso interferiu em uma experiência que havíamos planejado durante meses e reforçou uma lição importante: pesquise muito bem não apenas a agência, mas também como será o serviço de guia em Machu Picchu. Pagamos por um serviço privativo que saiu caro e recebemos um serviço muito aquém do esperado. Além de estar com muito cheiro a alcool, o guia não prestou as informações históricas, como outras pessoas.

Vista impressionante de Machu Picchu com céu com nuvens, mas tempo aberto

Nada disso, porém, tira a grandiosidade de finalmente estar diante de um dos sítios arqueológicos mais famosos do mundo.

Machu Picchu foi construída pelos incas no século XV e está localizada entre as montanhas dos Andes peruanos. Caminhar por suas construções, terraços e caminhos depois de tanto planejar a viagem foi um daqueles momentos difíceis de traduzir em fotografia.

Trem Vistadome Observatory: o trajeto também faz parte da experiência

Depois da visita, retornamos para Águas Calientes e embarcamos no Vistadome Observatory com destino a Ollantaytambo.

E o trem merece ser tratado como parte da experiência, não apenas como transporte.

As grandes janelas permitem acompanhar as paisagens do Vale Sagrado durante o trajeto e a experiência a bordo tornou nossa volta ainda mais especial.

Esse assunto merece um artigo próprio porque existem diferentes tipos de trem, horários e formas de organizar o deslocamento até Machu Picchu.

Trem Vistadome Obervatory - trem panorâmico em imagem 360

Dia 7 — Aula de culinária peruana em Cusco

Depois de vários dias entre sítios arqueológicos, estradas e caminhadas, mudamos completamente a programação: fizemos uma aula de culinária peruana em Cusco.

aula de culinária peruana com o chef ronal

E gostei de ter colocado uma experiência assim no meio do roteiro. A atividade começou com uma visita ao Mercado de San Pedro, um dos mercados mais conhecidos da cidade.

Conhecemos ingredientes, frutas, queijos e outros produtos locais antes de partir para a cozinha. A experiência incluía a preparação de pratos e bebida típica peruana.

Mais do que simplesmente sentar em um restaurante e pedir um prato, participar do preparo ajudou a conhecer um pouco mais sobre os ingredientes e a cultura gastronômica do país.

Foi também uma pausa bem-vinda antes dos dois passeios de maior altitude do nosso roteiro. Tudo saiu por 170 soles por pessoa. Em média R$ 260 pelo pacote completo de 4 horas.

Pratos preparados na aula de culinária peruana

Dia 8 — Laguna Humantay: um dos cenários mais bonitos da viagem

Depois da experiência gastronômica, voltamos às montanhas.

O destino do oitavo dia foi a Laguna Humantay, uma lagoa de origem glacial cercada pelas montanhas dos Andes.

A imagem da água em tons azulados diante das montanhas é uma das mais famosas da região de Cusco, mas existe uma informação que nenhuma fotografia deve esconder: chegar lá exige esforço.

Laguna Humantay com nevado ao fundo

A altitude pesa. Aqui chegamos a 4.200 metros de altitude. Por isso, achei acertado deixar Humantay para a segunda metade da viagem. Quando fizemos o passeio, já estávamos há vários dias na região de Cusco e muito mais adaptadas do que na chegada.

Ainda assim, cada pessoa reage de uma forma à altitude. A caminhada é bem cansativa, muitas pessoas vão à cavalo, mas resolvi ir andando no meu ritmo. E isso é o mais importante: fazer o trajeto no próprio ritmo, manter-se hidratado e não transformar a subida em competição. Até porque a beleza do caminho é surpreendentem, vale ir parando, descansando e fotografando.

Quando finalmente chegamos à lagoa, entendemos por que Humantay está entre os passeios mais procurados saindo de Cusco. É indescritível tamanha beleza. Este passeio saiu por 90 soles com uma agência local e também incluiu o transporte, guia, café da manha e almoço. Uma faixa de R$ 145,00.

Dia 9 — Montanha Colorida de quadriciclo: chegando aos 5 mil metros

Nosso último grande passeio fora de Cusco foi para a Montanha Colorida, também conhecida como Vinicunca ou Rainbow Mountain.

E escolhemos uma maneira diferente de chegar até lá: fizemos o passeio de quadriciclo. O passeio, com café da manha, almoco, ida e volta custou 75 dólares por pessoa.

O veículo reduz uma parte considerável do esforço do trajeto, mas é importante não interpretar isso como um passeio sem exigência física.

A Montanha Colorida fica a mais de 5 mil metros de altitude. Nessa altura, poucos passos já podem parecer uma caminhada muito maior. E foi o que senti.

A paisagem é completamente diferente de tudo o que havíamos visto nos dias anteriores. Além da montanha que dá nome ao passeio, a região é cercada por outras formações andinas e muitos animais.

Foi lá também que tivemos vários encontros com lhamas, que obviamente renderam fotos e vídeos.

Foto na montanha colorida com as lhamas

Depois de Lima, Cusco, Vale Sagrado, Machu Picchu e Humantay, terminar nossa sequência de grandes passeios em Vinicunca foi quase uma despedida em grande estilo dos Andes.

Dia 10 — O que fazer em Cusco por conta própria: meu roteiro a pé

No último dia fiz uma coisa que gostaria de ter feito mais vezes durante a viagem: saí para explorar Cusco por conta própria.

Sem excursão, sem van e sem guia. Na verdade, eu mesma me guiei.

Montei um roteiro passando por alguns dos principais pontos da cidade e lugares que queria fotografar.

Depois de vários dias seguindo horários de passeios, foi muito bom poder simplesmente caminhar, parar quando queria e observar melhor Cusco.

Templo san cristobal

E deixei o Mercado de San Pedro para o final.

Dessa vez, não para uma aula de culinária.

Era hora das lembrancinhas.

Passei pelo mercado, fiz as últimas compras da viagem e oficialmente consegui a missão impossível de gastar o que ainda restava antes de voltar para o hotel.

Depois foi pegar as malas e seguir para o aeroporto.

E assim terminaram nossos dez dias no Peru.

Quantos dias ficar no Peru?

Essa pergunta depende muito das regiões que você pretende conhecer.

O Peru é um país grande e 10 dias não são suficientes para conhecer tudo. Nosso roteiro ficou concentrado em Lima e, principalmente, na região de Cusco.

Para uma primeira viagem com foco em Lima, Vale Sagrado, Machu Picchu e principais passeios saindo de Cusco, achei dez dias um período que funcionou bem.

Mas nosso roteiro foi intenso.

Se eu tivesse mais dois ou três dias, colocaria períodos livres entre alguns passeios e dedicaria mais tempo a simplesmente explorar Cusco.

Como organizar o roteiro por causa da altitude?

Essa é uma das decisões mais importantes ao montar um roteiro por Cusco.

Nós saímos de Lima, praticamente ao nível do mar, e voamos diretamente para uma cidade situada a aproximadamente 3.400 metros de altitude.

Depois, alguns passeios nos levaram ainda mais alto.

Por isso, organizei a viagem de maneira progressiva:

Chegada a Cusco → City Tour → Vale Sagrado → Machu Picchu → aula de culinária → Humantay → Montanha Colorida.

Laguna Humantay e a Montanha Colorida ficaram para os últimos dias, quando já estávamos há algum tempo na altitude.

Essa é uma escolha que faria novamente.

Também evitaria marcar uma trilha pesada para o mesmo dia ou para as primeiras horas depois de desembarcar em Cusco.

Vale a pena fazer Lima, Cusco e Machu Picchu em 10 dias?

Para uma primeira viagem ao Peru, achei que sim.

Nosso roteiro conseguiu combinar experiências muito diferentes:

  • gastronomia e vida urbana em Lima;
  • história e arquitetura em Cusco;
  • sítios arqueológicos;
  • Vale Sagrado;
  • Machu Picchu;
  • cultura e culinária peruana;
  • Laguna Humantay;
  • Montanha Colorida;
  • mercados e experiências locais.

Ao mesmo tempo, não considero esse um roteiro tranquilo.

Há dias de acordar cedo, deslocamentos longos e passeios em altitude. Quem prefere viajar devagar pode usar exatamente esse itinerário como base, mas acrescentar alguns dias livres.

O que eu faria diferente nesse roteiro pelo Peru?

A principal mudança seria reservar mais tempo livre em Cusco.

Foi justamente no último dia, quando saí caminhando sem excursão, que percebi como a cidade merece ser explorada além dos passeios tradicionais.

Também teria ainda mais cuidado na contratação do serviço para Machu Picchu. Nossa experiência mostrou que um guia pode interferir bastante em um passeio tão esperado.

Por outro lado, algumas decisões eu repetiria:

  • começar a viagem por Lima;
  • deixar a chegada a Cusco livre para aclimatação;
  • conhecer o Vale Sagrado antes de Machu Picchu;
  • dormir em Águas Calientes;
  • colocar um dia mais leve antes dos passeios de maior altitude;
  • deixar Humantay e Montanha Colorida para a segunda metade da estadia.

Perguntas frequentes sobre um roteiro de 10 dias no Peru

10 dias são suficientes para conhecer o Peru?

Dez dias são suficientes para fazer um bom primeiro roteiro básico por Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu, incluindo alguns passeios nos arredores de Cusco. Para conhecer outras regiões do Peru, será necessário aumentar a duração da viagem ou fazer escolhas.

Quantos dias ficar em Lima?

Nós ficamos dois dias em Lima e conseguimos conhecer Miraflores, parte do Centro Histórico e Barranco. Mas poderia ter ficado só 5 por lima para conhecer outros locais como huacachina e desfrutar mais da capital e sua gastronomia.

Quantos dias ficar em Cusco?

Eu reservaria pelo menos oito dias para Cusco e seus arredores se a intenção for combinar a cidade com Vale Sagrado, Machu Picchu e passeios como Humantay ou Montanha Colorida. No nosso caso, a maior parte dos dez dias ficou concentrada nessa região e mesmo assim achei pouco.

É melhor conhecer o Vale Sagrado antes ou depois de Machu Picchu?

No nosso roteiro, fizemos o Vale Sagrado antes de Machu Picchu e achei a logística excelente. Terminamos o passeio em Ollantaytambo e, de lá, seguimos de trem para Águas Calientes, onde dormimos antes da visita à cidadela.

Precisa dormir em Águas Calientes para visitar Machu Picchu?

Não necessariamente. Existem diferentes formas de organizar a visita. Nós optamos por dormir em Águas Calientes porque chegamos de trem depois do passeio pelo Vale Sagrado e visitaríamos Machu Picchu no dia seguinte.

Quando fazer Laguna Humantay e Montanha Colorida?

Eu deixaria os passeios de maior altitude para depois de alguns dias na região de Cusco. Foi o que fizemos: Humantay e Vinicunca ficaram para o final do roteiro, quando já estávamos mais aclimatadas.

Qual passeio fazer primeiro em Cusco?

Nosso primeiro passeio foi o City Tour, depois de reservar o dia da chegada para descansar e aclimatar. Achei uma boa sequência porque começamos conhecendo a história de Cusco e alguns sítios arqueológicos antes de partir para o Vale Sagrado e Machu Picchu.

Planejando uma viagem para o Peru?

Depois de fazer esse roteiro na prática, minha principal dica é: não trate o Peru como uma viagem apenas para Machu Picchu.

Machu Picchu era um dos lugares que eu mais queria conhecer, mas alguns dos momentos mais interessantes aconteceram justamente no caminho.

Lima me surpreendeu. Cusco merecia mais dias. O Vale Sagrado mostrou uma parte da viagem que nenhuma passagem rápida por Machu Picchu substituiria. Humantay e Vinicunca trouxeram as grandes paisagens dos Andes. E até uma manhã cozinhando ajudou a entender um pouco mais da cultura peruana.

Nos próximos artigos do Do Ar ao Mar, vou detalhar cada etapa desta viagem, com roteiros, passeios, hospedagens, preços e dicas baseadas no que realmente vivi.

E também estou organizando todas as despesas.

Assim que fechar a conta, vou publicar uma pergunta que provavelmente interessa a todo mundo que chegou até aqui:

afinal, quanto custa uma viagem de 10 dias para o Peru?

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