Se tu és fã decarteirinha de um bom mochilão pela América do Sul, certamente já ouviste falar dele. O nome pode causar um frio na espinha, mas a mística que envolve o Trem da Morte é o que move centenas de aventureiros todos os anos. E a notícia que trago hoje é histórica: após seis anos de silêncio para passageiros, ele ressuscitou! A linha ferroviária que liga a fronteira do Brasil (Puerto Quijarro) à vibrante cidade de Santa Cruz de la Sierra, no leste boliviano, retomou as operações. Se tu estavas à espera de um sinal para tirar a mochila do armário, aqui está ele. A tua jornada pelo Chaco Boliviano Prepara-te, porque esta não é uma viagem qualquer. São cerca de 600 km de trilhos que cruzam paisagens brutas e autênticas. O trajeto pode durar até 17 horas, mas acredita: cada minuto vale a pena. Pela janela, vais ver a Bolívia profunda passar enquanto o comboio faz paradas em cidades como: Mas afinal, o nome deve assustar-te? Eu sei que tu deves estar a perguntar: “Mas por que ‘Trem da Morte’?”. Calma, podes relaxar. O apelido não tem nada a ver com acidentes ou falta de segurança nos carris. O nome surgiu na década de 1950. Naquela época, a região de Santa Cruz enfrentava graves epidemias (como a febre amarela) e o comboio era o único meio de transporte para levar os doentes e as vítimas. O nome pegou na cultura popular, mas hoje a viagem é pura vida, cultura e troca de experiências com os locais. O investimento na tua aventura Se tu gostas de viajar com economia, vais amar esta parte. O “Trem da Morte” continua a ser uma das formas mais baratas de cruzares a fronteira. Estás pronto para embarcar? A volta deste comboio não é apenas o retorno de um transporte, é a retomada de um ícone do turismo de aventura. É a tua oportunidade de desconectares do mundo digital e sentires o ritmo real das viagens de antigamente. Diz-me nos comentários: tu terias coragem de encarar as 17 horas de trilhos ou preferes o conforto de um voo direto? Quero saber a tua opinião!